Bolo-rei à portuguesa
O Bolo-rei deste Natal, decorado com cidrão e pêra de São Bartolomeu Não há mesa natalícia sem bolo-rei. Foi o rei da festa ao longo do século XX e promete sê-lo também no século XXI. Nos séculos anteriores, e até quase meados do século XX, os Natais da maioria dos portugueses viviam-se com outros doces, mas o bolo-rei foi ganhando lugar e protagonismo. Hoje, vende-se amiúde durante toda a época natalícia, na sua maioria de fraca qualidade, mas suficientemente enfeitado capaz de conquistar compradores que já se esqueceram do verdadeiro sabor de um bolo que nasceu para ser feito devagar: bem amassado, fermentado o tempo necessário e enriquecido com ingredientes de qualidade. Consciente desta pobreza doceira, que aliás se estende a grande parte da nossa pastelaria, resolvi, há alguns anos atrás, fazer o meu próprio bolo-rei. E não me tenho arrependido. Entretanto tenho introduzido algumas novidades: farinha de trigo biológica e massa-mãe, o fermento natural feito em casa, ...